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O Automobilismo Brasileiro está morrendo!

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Published on: 31 de dezembro de 2012

Bom, não é exatamente todo o Automobilismo Brasileiro que está se acabando, partindo desta para melhor, mas analisando a coisa toda em 2012 o que só conseguimos notar é um sem número de categorias que acabaram mesmo.

Certo que a maioria não tinha mais de 3 anos de história – o que, convenhamos, não é história – mas um total de oito categorias foram enterradas durante este ano, que se finda neste 31 de dezembro.

Tivemos, já no início do ano, a morte anunciada da Fórmula Futuro que – para fazer simetria, tétrica é verdade – teve sua irmã declarada morta no final do ano: a Copa Fiat, que em 2010 e 2011 tinha outro nome, Trofeo Linea. Junto com estas duas foi-se a R1 GP 1000, que era de motociclismo, mas corria junto do Racing Festival, onde tudo era organizado pela família Massa.

O Audi DTCC se foi também, assim como a Top Series, dissidência da GT Brasil (GT3 BR e GT4 BR), que ainda permanece na ativa. O mesmo aconteceu com a Copa Montana – ex-Pick-up Racing – e a Mini Challenge. Até no Rali nacional o bicho pegou para o lado da Copa Peugeot – que também não mais será disputada.

Tem outra ainda, fora das minhas contas, que está há quatro anos nesse morre-não-morre: a Fórmula 3 Sudam, de longa tradição, mas que há anos nem consegue divulgar direito seus Calendários – em 2012 começou no segundo semestre apenas – e tem tido grids de 5 a 9 carros apenas – e em duas classes: a principal e a Light. Em sua última etapa aconteceu o que nunca tinha acontecido antes, nem aqui dentro de nossas fronteiras, nem no exterior: carros da classe Light venceram a prova (???) – isso já diz tudo!

Mas porque tudo isso está acontecendo no Brasil? A explicação mais simplória é a da falta de patrocínio, talvez uma falta de visão da influência dos esportes à motor nas vendas de determinados ramos de negócio. Mas tem também aquela do açodamento de muitos empreendedores, que querem, porque querem, inventar uma categoria nova, pensando nos fabulosos lucros que podem vir da venda de equipamentos e serviços, para os novos – e também os velhos – pilotos brasileiros.

Isso aparece ainda mais fora da realidade de mercado, se analisarmos que – no Brasil – até mesmo a Fórmula 1 e a Stock Car estão perdendo audiência, num país onde esporte é símbolo de futebol (eu já vi programas numa emissora de São Paulo, mas com audiência nacional, que se chamava Esporte Total, e apresentava – em 30 minutos – futebol, futebol, e mais um pouco de futebol).

O brasileiro também não tem tanto poder aquisitivo para ir em diversos eventos caros nos circuitos nacionais, sem conforto algum (só para convidados VIP, que aliás, não pagam!), sem meios eficazes de se chegar ao local do evento, e lembrando que o brasileiro gosta sim – e muito – de futebol.

E tudo isso, principalmente com um índice de mortalidade tão alto, como os números acima mostram, os grandes empresários já estão vendendo carros e serviços para dois novos campeonatos para 2013: Brasileiro de Turismo (carros bolha da Vicar) e o Touring Racing Cup (apenas com carros Subaru Impreza WRX organizado por Paulo Gomes).

Estou achando que alguém não está sabendo fazer direito o planejamento prévio dos novos empreendimentos – estão precisando fazer aulas no SEBRAE…

 

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